quarta-feira, 1 de julho de 2015

Resenha: Kamaleon + Vídeo

Oii Leitores! Tudo bem com vocês??

Mais uma vez eu dei uma desaparecida longa aqui do blog, mas foi por um motivo importante hehehe como eu disse pra vocês em postagens anteriores agora eu sou uma IFsofredora e como não está fácil pra ninguém, se me perguntarem “Thais, em que período você estuda?” eu vou responder “Durante a manhã, à tarde, à noite e se precisar durante a madrugada também”. Mas agora chegaram as férias ( Férias,Férias na Hi Happy é mais legal)  e eu finalmente posso voltar pra vocês (Porque é só vocês fazerem assim – estalar os dedos- que eu volto) . Depois dessa frase super musical vamos ao principal motivo desse pequeno texto: uma linda resenha.

Ficha Técnica

Autor: Camila B. Monteiro

Número de Páginas: 100

Editora: Editora Catavento

Sinopse: Kamaleon é um reino encantado onde vivem seres chamados Lampys. Toda energia destas criaturas vem das cores e por esse motivo, tudo em Kamaleon parece do avesso aos nossos olhos, mas significa a mais incrível harmonia para eles.Lilly Prans, que acabou de atingir idade suficiente para se tornar uma Escolhida, trabalhará diretamente com os poderosos Conselheiros Cinza do reino, mas também vai viver a maior aventura de sua vida quando, seu mundo cruza com o de Devox um Lampy banido há várias gerações.Ser responsável por colorir todo seu reino e ainda por cima entender quem é o temido Devox verdadeiramente é só o começo da era mais famosa da história de Kamaleon.


Eu entrei de férias na sexta-feira passada e já tinha algumas ideias de postagem aqui no blog. Uma das primeiras era postar uma resenha muito especial, de um livro que eu estava querendo ler faz tempo, mas nunca sobrava tempo #chorando  L . Esse livro é “Kamaleon”, da autora Camila B. Monteiro. Eu já li e inclusive resenhei aqui no blog um outro livro da Camila, o “Acumulador de Troféus” (resenha aqui) ,só que posso dizer que se alguém lesse os dois livros sem saber o nome da autora nunca imaginaria que eles foram escritos pela mesma pessoa.

Enquanto o Acumulador tem um clima de mistério com pitadas de terror, Kamaleon é uma colorida fantasia. Sim, colorida, porque se tem uma coisa que chama atenção em Kamaleon são as cores nas quais a história está imersa.

Kamaleon conta a história de um mundo paralelo habitado por seres denominados “Lampys”, que tem como principal habilidade colorir tudo à sua volta no sentido literal, e digamos que no figurado também, porque os Lampys são como aquelas pessoas que quando ficamos perto nos enchem de brilho e animação pois são repletos deles. Os rituais em Kamaleon são os mais belos de que se tem notícia, e nenhuma palavra do vocabulário terrestre é capaz de descrevê-los.

O principal deles é a Noite da Escolha, dia em que um Lampy dentre todos os outros torna-se “O Escolhido” e passa a ter a capacidade de fixar por definitivo a magia nas coisas. Cada escolhido traz sua personalidade para Kamaleon e o tempo que cada escolhida mantém sua magia em Kamaleon é considerada uma era.

A história que tem como plano de fundo este mundo encantador gira em torno de Lilly Prans, uma jovem Lampy de quinze anos que tem uma habilidade incrivelmente essencial com as cores. O que achei mais legal foi o fato de que me identifiquei bastante com a Lilly. Temos a mesma idade, uma personalidade parecida, e o fato de Lilly estudar e muito para ser a Escolhida lembra muito minha rotina hehhe ( ser a Escolhida para Lilly seria para mim passar em Medicina <3 ). Também tenho a agitação de Lilly, que em algumas situações torna o treinamento da personagem muito mais difícil (acreditem, na “vida real” é mais ou menos isso que acontece também hehehe). Por isso, Lilly se tornou uma das personagens favoritas.

Durante a história, Lilly tem que lidar com uma série de desafios: a pressão de ser uma forte candidata a se tornar a Escolhida, a dificuldade em controlar sua energia que é tão grande que emana dela sem que sequer perceba e um doloroso encontro com um passado do qual não se lembra e que tem uma certa relação com Devox, figura temida por toda a Kamaleon.

O que mais chama atenção em toda história é o fato de ser “um conto de fadas com vida real”. Ou seja, a autora conseguiu trazer para um ambiente mágico uma série de elementos que temos que conviver em nosso cotidiano (como o fato de a cada dia vencermos a nós mesmo, ultrapassando nossos próprios limites e tendo que controlar nossas emoções em função de um bem maior).

Toda essa magia é extremamente agradável aos olhos de leitores que assim como eu adoram fantasia e leituras relaxantes. Como eu li nos primeiros dias de férias, o livro se mostrou uma boa forma de me distrair, porque eu estava bem mortificada por conta da correria dos últimos dias de aula. Toda a magia e as cores do livro nos envolvem de uma forma encantadora *--*

Encerrando a resenha, para retratar as cores de Kamaleon,fiz um pequeno vídeo que traz um pouco da magia dos personagens:
    

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Resenha: A Ilha de Kasnubra


Olá leitores, tudo bem? É gente, as férias estão acabando! Faltam dois dias pro retorno das aulas e fiz só uma postagem nas últimas semanas :( Juro que vou me esforçar e sempre que possível vou postar alguma coisa aqui pra vocês. Mas vamos à postagem?

Ficha Técnica:

Autor: Andrews Ulisses 

Número de Páginas: 278

Editora:Novo Século

Sinopse:  Garley é um tímido estudante de dezesseis anos que encontra um misterioso medalhão de ouro e é transportado a uma ilha chamada Kansnubra. Localizado no enigmático Triângulo das Bermudas, este fantástico lugar é palco de mago, bruxas e dragões. Para encontrar o portal perdido e retornar a sua vida normal, Garley deverá criar coragem e cumprir uma missão. Com a ajuda de Aldrich, Johnny, Laura, Jorge e Alix, eles partem em direção ao Monte Tylan, mas monstruosas criaturas e poderosos inimigos cruzam o caminho dos jovens.

Será que Garley conseguirá enfrentar seus medos e alcançar o objetivo?

Resenha: Eu recebi esse livro de um autor parceiro do Blog, o Andrews Ulisses, e li ele recentemente. Eu achei a capa muito bonita, mas confesso que quando recebi esperava uma história nos "padrões" que eu já conhecia. Mas quando comecei a ler tive uma agradável surpresa.

O livro conta a história de Garley, um garoto muito tímido que sofre bullying por conta de suas condições econômicas, por ser muito magro e pelo seu péssimo desempenho escolar (achei isso bem diferente, já que em boa parte dos livros o garoto "magrelo" é sempre o melhor da sala e tem uma facilidade imensa de aprender). Garley passa seus dias fugindo dos "valentões" e de todos aqueles que o ridicularizam no colégio, mas, certo dia algo muda sua vida completamente. Enquanto fugia mais uma vez de seus lindos "colegas" ele encontra um medalhão no meio da calçada. Embora estivesse um pouco sujo e arranhado, o objeto não deixava de ser bonito e chamar muita atenção.

Garley leva o medalhão para casa com a intenção de vendê-lo (já que parecia ser de ouro) para ajudar sua família, mas antes resolve experimentar o medalhão. Bom, a partir desse momento tudo começa. Ele vai parar em Kasnubra, uma ilha localizada no Triângulo das Bermudas. Achei isso muito criativo da parte do autor, já que até hoje a região é uma incógnita por conta dos episódios de desaparecimentos de embarcações (no livro se diz que é possível chegar até Kasnubra, porém não é possível sair, a não ser que um portal de saída seja encontrado) . Isso me lembrou um livro do qual gosto muito, o Mar de Monstros, do Rick Riordan, embora as histórias só tenham o Triângulo das Bermudas em comum mesmo. 

Obviamente, o jovem garoto quer retornar para casa e para seus familiares. No entanto, poderá fazê-lo somente se localizar um portal de conexão com o mundo exterior que fora roubado e escondido por um mago e que tem sua localização exata "especulada" (acredita-se que esteja nas profundezas da floresta, embora não se saiba ao certo onde).

O primeiro a ajudar Garley é Aldrich, que o recebe cordialmente após ele ter praticamente "caído de paraquedas" em Kasnubra. Logo após outras pessoas (Alix, Jorge, Johnny e Laura) passam a ajudá-lo em sua busca. A partir daí, se iniciará uma história repleta de aventura e acontecimentos surpreendentes.

O livro no geral é bem escrito e tem diálogos muito bons. Um outro ponto positivo é que " A Ilha de Kasnubra" é um exemplo de que escritores jovens tem sim que ser valorizados. O Andrews tem 19 anos ( nos dias de hoje escrever um livro normalmente não é um dos objetivos de pessoas de 19 anos. Para muitos nem mesmo ler é), e escreveu um livro de potencial, o que mostra que a literatura brasileira tem um bom futuro.

Eu fiquei com vontade de ir dar uma volta em Kasnubra (contanto que o portal estivesse prontinho para eu voltar né), principalmente para conhecer os dragões (olha o pensamento da pessoa). Também gostei bastante dos personagens, embora tenha achado o Garley um pouco confuso em alguns momentos (mas isso provavelmente se deve à personalidade dele).O livro é muito bom e com certeza vai estar no Oscar de 2015 do Clube do Livro, como um dos favoritos!

sábado, 10 de janeiro de 2015

Oscar Literário 2014 + Eu voltei!


Olá leitores! Ah, como eu estava com saudade de postar aqui! Como vocês sabem 90% das minhas postagens são nas férias, mas dessa vez eu só conseguir vir aqui agora que faltam 3 semanas para as aulas voltarem novamente. Explico: esses últimos dias foram uma verdadeira confusão. Como vocês sabem esse ano vou entrar em um IF (segundo o Google, você quis dizer: Escravidão em forma de escola), ou seja, um instituto federal, onde eu vou ficar o dia todo na escola. Mas eu vou estar fazendo o que gosto, que é estudar. Mas o que tudo isso tem a ver com meu sumiço? TUDO. Além de estudar alguns meses para fazer a prova, o resultado saiu nos últimos dias, e além de eu ter ficado colada na página do IF um bom tempo para ver se tinha liberado, tive que ajudar meus amigos que também vão pra lá a achar os resultados, a entender as notas, além de termos ficado horas e horas comentando os resultados. Já pensou em umas sete pessoas falando com você ao mesmo tempo? Então, por ai. Mas eu amo essa confusão de todo mundo falando junto (no caso me mandando mensagem junto) e fiquei muito feliz porque eu fiquei em quarto lugar - momento felicidade \o/ - dentre mais ou menos 170 pessoas.

Mas depois de contar um pouco da minha longa história,vamos a postagem! Hoje vou fazer o Oscar Literário 2014,mesmo que ja estejamos há 11 dias desse ano maravilhoso,porém ao contrário (dá pra ver que eu não gostei muito de 2014 né?). 

"And,the oscar goes to..." 

Melhor Livro: Em Busca de WondLa


Esse livro foi uma grande surpresa,comprei sem saber muito sobre a história e foi o melhor livro do ano!

Melhor Trilogia/Série: O Guia do Mochileiro das Galáxias


Li apenas duas séries em 2014, o Guia do Mochileiro das Galáxias e dois livros da série "Heróis do Olimpo" (O Filho de Netuno e a Marca de Atena),mas como o ano passado a melhor série  foi de livros do Rick Riordan,esse ano o título ficou com a filosofica série de livros de Douglas Adams (filosofica porque eu tive que pensar e muito pra entender esses livros) 

Melhor Protagonista Feminina: Eva Nove,de Em Busca de Wondla. 



Melhor Protagonista Masculino: Léo, de A Marca de Atena



O Léo surge desde o primeiro livro da série,mas nesse livro aconteceu a sua melhor aparição. Desde então eu sou #teamLéo e apoio totalmente a hastag #Léogostosopradedéu

Melhor título:Feliz Ano Velho

Melhor Ambientação/Mundo Criado: Amazônia,Arquivo das Almas  


 Melhor Vilão: Geraldo,de o Acumulador de Trofeús

  
Esse foi o Oscar do Clube do Livro gente! Espero que tenham gostado do nosso Oscar atrasado, e comentem suas sugestões!

domingo, 19 de outubro de 2014

Resenha: Amazônia - Arquivo das Almas


Autor: Paul Fabien

Páginas: 331

Editora: Isis

Sinopse: Em um futuro não muito distante um casal de oficiais, Vitã e Helena, participam de várias campanhas militares. Em todas as oportunidades lutam para defender a grande floresta Amazônica. Eles não imaginam que uma nova missão irá lançá-los na mais espetacular e perigosa das aventuras. O grande enigma começaria dentro da Amazônia, um lugar inóspito e assustador repleto de mistérios e grandes perigos. Após vários confrontos se deparam com as cavernas de Abisinia, na Colômbia, onde encontram a origem do verdadeiro mal e descobrem antigos segredos gravados em inscrições cuneiformes, registradas por outras civilizações pré-diluvianas.

Resenha: Olá leitores, tudo bem? Estou sumida aqui do Clube, mas é por uma razão nobre; estudar. Além das matérias convencionais eu ainda estou estudando para entrar em um instituto federal (onde meus amigos dizem que é um sistema de estudo que se aproxima da escravidão) e bom, meu tempo está contadinho (mas tenho que admitir que amo essa correria).

Bom, mas vamos ao assunto: a resenha de hoje é do livro "Amazônia: Arquivo das Almas", do autor Paul Fabien, que é parceiro aqui do blog. "Amazônia" é um ótimo livro, e reúne todos os elementos que eu gosto em um livro;  um enredo interessante,  tecnologia e muita aventura.

O livro se passa em um Brasil do futuro, onde os carros já não transitam pelas estradas e sim pelo ar. Tv's
holográficas,armas extremamente potentes e naves de guerra ricamente equipadas são seus elementos principais.  Ele conta a história de dois majores, Vitã e Helena, que servem o exército brasileiro em um centro militar localizado no meio da floresta amazônica. Vita é um respeitado oficial, que já participou de diversas incursões na floresta e é muito querido entre as tribos indígenas da região.  Helena é uma eficiente major, responsável pelas mais importantes missões do exército, sendo muito estimada pelos oficiais de cargo mais alto de toda a corporação. 

Além de ser um local onde ocorre a produção dos mais eficientes e importantes equipamentos militares, o centro militar também é responsável pela proteção das fronteiras do Brasil nesta região. No entanto, algo começa a ameaçar eficiência deste  centro e toda a beleza  da floresta amazônica; invasores desconhecidos, com equipamentos militares estranhos até mesmo aos maiores produtores de tecnologia iniciam ferozes ataques à base militar, destruindo a paz e a imponência até então existente. 

A cúpula do exército se reúne e decide que Vitã e Helena, os mais eficientes oficiais da corporação serão os responsáveis pela missão que irá descobrir quem são os invasores e qual é o seu objetivo. Em uma missão extremamente arriscada e repleta de embates tecnológicos e muita aventura, os oficiais descobrem que os desconhecidos buscam algo misterioso, localizado no território amazônico, em algum ponto de sua impressionante imensidão.

Embora eu pretenda seguir carreira na área médica, a tecnologia é um segmento que chama muito minha atenção.  Fiquei impressionada com a descrição da base torre de Codajás; um edifício de cerca de 200 andares, munido da mais eficiente tecnologia e no qual trabalham milhares de pessoas.  Confesso que gostaria de
conhecer a base torre e caso existisse seria muito proveitosa para o Brasil, afinal fiscalizaria nossas fronteiras e protegendo a floresta amazônica, que devido a falta de controle da exploração por países vizinhos e transnacionais perde o equivalente a cerca de 1, 5 campos de futebol de seu território por minuto.De fato,não sabemos a riqueza natural que temos em nossas mãos, e que merecia,sem dúvida,ser melhor preservada. 

Os personagens também merecem destaque; Vitã e Helena,embora discordem quase o tempo todo são muito parecidos; são teimosos, têm destaque em sua profissão e odeiam ser contrariados. Isto gera engraçados embates entre os dois oficiais, o que torna os diálogos mais leves, não se prendendo somente a algo engessado, austero normalmente típico de livros que tratam deste tema.

A capa do livro também merece destaque,já que a arte é muito bonita e combina totalmente com o livro,retratando um importante momento da história.

Um outro ponto interessante da história é que ela corre de forma fácil e sua compreensão não é dificultada por elementos desnecessários,não se tornando uma história mirabolante ou mesmo sem sentido. Sem dúvida,"Amazônia; Arquivo das Almas" é um dos melhores livros nacionais do segmento de Literatura fantástica.